No fim de semana passado, tivemos um programa algo diferente. Saímos de Budapeste e fomos até a uma cidade do Sul da Hungria chamada Pécs. É a capital europeia da cultura de 2010, mas à pala disso, está a cidade toda esburacada, para acabarem as obras que deviam ter terminado em Janeiro (nada de estranho para nós portugueses...).
Quando chegámos a Pécs, fomos aos dormitórios onde íamos passar a noite, para nos instalarmos. Aquilo era surreal, se acompanharam o Prison Break, digam-me lá se isto não faz lembrar a prisão da primeira temporada (ainda que numa versão mais colorida).
Foto: Fiquei no quarto do Jack (mas era visivelmente uma pessoa com perturbações do sono...)
O programa para sábado era simples: dar uma volta pela cidade, um jantar com prova de vinhos e depois party!!!
A cidade aparentemente não tinha muito que ver, mas mesmo assim acharam por bem fazer uma visita guiada com aquelas dicas históricas habituais.
A tarde passou-se e entretanto chegou a noite, e com ela um jantar diferente do habitual. Na verdade foi mais uma prova de vinhos acompanhada de entradas, tipo enchidos, queijo, pão e pouco mais. Embora eu não seja grande apreciador de vinho, estava tudo a correr como o previsto em direcção à boa disposição.

Foto: Anabel (Espanha), Sue (Hong Kong), Adelle (Singapura), Chuankai (Sing.), Eu, Kelvin (Sing.), Letizia (Itália), Jo (H.K.)
Foto: Eu, Kelvin e Chuankai
Mas o grupo de espanhóis* ao meu lado não conseguiu não interferir. Começaram por dedicar-se ao lançamento do pão uns contra os outros. Foi aí que um deles deu uma de Matrix, desviou-se do pão, mas não conseguiu evitar uma cotovelada no copo do vinho. Tive o azar de ser eu a estar sentado à frente dele (Nota: Ele ficou impecável).
Agora pergunto-vos, se vos disser que os vinhos foram: 2 Brancos, 3 Tintos e 1 Rosé, conseguem adivinhar qual deles foi?
Óbvio que foi um dos tintos (Que corte broas!). Serviu-me para ter um Dejá vu de um jantar com a Bruna e a Pimenta... mas pelo menos desta vez não estava de branco! Mas pronto, depois de remediar a situação, ainda havia vinhos para provar e deu para recuperar o andamento.
*Os espanhóis são realmente peculiares, eles vêm para erasmus e dedicam-se a conhecer outros espanhóis com quem possam estar. Assim que conheçam todos os espanhóis em erasmus, devem considerar que atingiram o seu objectivo de erasmus. Tudo bem que encontrar um espanhol que saiba dizer uma frase noutra língua que não a deles, não é fácil, mas ainda assim é ridículo ver que não fazem grande esforço para conviver com outras pessoas... (ainda que existam algumas excepções)
Depois do jantar houve a festa num Bar/discoteca que tinha a coisa boa de não se pagar nem entrada nem bengaleiro (Inovação!), no entanto não possuía qualquer mesa de matrecos, ao contrário de quase todos os sítios em Budapeste. De salientar que algumas partes do Bar pareciam mais uma pizzaria, com toalhas de mesa aos quadrados vermelhos e brancos (ou tipo piquenique). Mas o pessoal já tava um bocado sem pedalada, portanto voltámos para casa relativamente cedo.
Foto: Mari (Finlândia), Stephane (França), Kelvin (Singapura), Eu
O dia a seguir foi só ridículo, tivemos de acordar às oito, deixar o dormitório às nove, e num dia a seguir àqueles vinhos todos, mais os vodkas e mojitos da festa, mais as 4 horas que dormi, resolveram enfiar-nos em museus de pintura e arte chinesa... Quem é que se lembra destas coisas? Eu estava com pessoal chinês e a maioria das "obras de arte" nem sequer eram típicas da China. O melhor do dia foi uma pizza gigante que comemos quase ao pé da fronteira com a Croácia. 4 horas de viagem depois estávamos de regresso a "casa".
Foto: Teatro nacional (esquerda) e Museu Ludwig (direita) à chegada
Entretanto as temperaturas negativas estão de volta e está a nevar em Budapeste!
PS: Estou com desejos de bifes da Portugália!