28 de março de 2010

Tenho uma casa deste tamanho!

Boas notícias pessoal! Arranjei uma daquelas coisas a que chamam hoje em dia de... ups, espera lá, não me ocorre o nome agora. Ah já sei, APARTAMENTO!!!

Ah pois é, a partir de dia 28 de Março mais coisa menos coisa mudamo-nos para lá: eu, o David e a Letizia, uma amiga italiana também do dormitório onde estamos agora e pessoa extremamente simpática (isto porque ela lê o blog com o Google translator).

Como tal, e tirando a próxima semana que vai ser de rambóia na terra do drácula, as portas estão abertas para as vossas visitas. Entretanto, deixo-vos umas fotos do dormitório onde estive neste último mês, que foi melhor do que o primeiro, mas ainda assim é um dormitório (até controlam as entradas com um torniquete...).



Foto: A minha cama

Relativamente às camas há uma nota importante. Sempre que tentei fazer a cama desde que estou em Budapeste foi um fail completo. As camas aqui seguem as seguintes regras: o lençol não é mais comprido que a cama, logo não dá para entalar, e nem sequer é do MESMO comprimento da cama, logo aqui há uma escolha a fazer: Pés ou cabeça sem lençol.




















A solução que eles parecem ter arranjado para isto é almofadas enormes, o que permite escolher a opção de cabeça sem lençol e ocupar a referida zona com a almofada... No caso da cama ser de casal, é o coberto que é mais pequeno do que a cama! (no que diz respeita às camas é tudo muito rigoroso aqui)

Foto: A sala comum que eu e o David dividíamos com duas moças.

Foto: A cozinha mais pequena do mundo, com um semi-fogão.

Ao que parece nos oito andares do dormitório, há um quarto destes, por isso até acho que tive alguma sorte desta vez (tirando a net que é sempre um problema) e já revela algum improvement relativamente ao dormitório anterior.

PS: Temos um saco de boxe no apartamento que pode ser útil!

Uma exposição original...

No outro dia decidimos ir visitar o parlamento e mais umas quantas coisas mas fomos traídos pelo mau tempo. Por isso tivemos que adiar os planos e improvisar qualquer coisa. Enquanto deambulávamos sem grande objectivo por Budapeste deparámo-nos com esta exposição ao ar livre.




                                                                   Foto: Anabel (Espanha), Letizia (Itália)

Não percebi muito bem o objectivo, apenas sei que a exposição parecia ser dedicada a utensílios usados pelas mulheres e as datas em que alguns deles foram inventados.

Acontece que a exposição era patrocinada pelo detergente Ariel (Sexista? Não me vou pronunciar sobre isso, limito-me a mostrar as imagens, algumas não tão sérias quanto isso... Haja decência!).






Foto: David(FCUL), Kelvin (Singapura), Eu

PS: Felizmente (ou não) não me deparei com a senhora a quem este utensílio pertencia, mas imagino que ser abalroado por uma dessas deve causar alguns danos potencialmente irreversíveis, físicos e não só.

23 de março de 2010

Regresso às aulas

Caros colegas/amigos/afins,

Este título podia muito bem ser dedicado a apenas mais uma campanha de início do ano lectivo do continente, mas não faria sentido isso acontecer em Março...

Como tal, é com algum pesar que declaro aberto o início das minhas aulas em erasmus.

" O quê? dois meses em budapeste sem aulas? " (dirão vocês). Sim foi quase isso. Mas para que fiquem mais descansados, garanto-vos que estou a aproveitar, não se preocupem, a sério.

Na verdade tinha um capítulo de um livro para ler há um mês ( um pouco de auto-aprendizagem para uma cadeira em que as teóricas são só em húngaro... -.-) mas só o comecei a fazer há uma semana.

Mas não comecei bem as aulas, apenas uma cadeira de laboratório em que realmente tenho trabalho diário e em que tenho de me deslocar até à faculdade, por isso acho que conta. As más notícias são que não fiz nada até agora e ainda vou ter de fazer 10 cadeiras até julho... (ainda tou para ver como)

As boas notícias são que na próxima semana é Spring Break (=1 semana de férias da páscoa) e temos uma viagem à Transilvânia na Roménia yeahhh! Castelo do drácula e parties!!!

Só para fazer o ponto de situação (=criar uma pequena dor nos vossos cotovelos).

Com os melhores cumprimentos,

Gonçalo Brito

20 de março de 2010

O incêndio

Eu tenho perfeita consciência que não percebo nada de cozinha, e apostei comigo mesmo que este erasmus iria ser um estágio nesse sentido.

Apesar de tudo acho que estou a seguir um percurso de evolução:

Ao início ia sempre comer ao restaurante do Hotel Goliát (primeiro dormitório onde estive) ou então comia fora nalgum sítio. Depois comecei a ficar ainda mais preguiçoso e ia buscar comida ao restaurante e trazia para o quarto (enquanto fazia o update de várias séries que tenho em atraso). Mais tarde fiz o upgrade para as pizzas, hamburguers e lasanhas que era só meter no forno e voilá.

Entretanto desde que mudei de dormitório (ainda não mostrei fotos deste) comecei a cozinhar, até porque antes não tinha comprado tachos e pratos e talheres portanto estava um bocado limitado. Claro que nunca é nada de muito complexo: arroz/massa, com salsichas, ou hamburguers, ou atum, ou milho, ou ovos, ou qualquer combinação com esses elementos (quem vive sozinho de certeza que está familiarizado com este pitéu).

Mas desta vez tentei fazer uns nuggets, para variar um pouco e consegui. Eu já tinha ouvido histórias de pessoal que fez nuggets a saber a limão (por causa do detergente de lavar a frigideira (não é zaca?) mas tirando isso nada fazia prever dificuldades no processo.

Acontece que ao deixar a frigideira muito tempo a aquecer quando pus os nuggets a fritar foi um festival de fumo (resultado: os dois primeiros foram para o lixo queimados). Comecei a ouvir um toque ao fundo, mas continuei na minha...

Quando abri a porta do quarto percebi que o toque (que na verdade era um barulho ensurdecedor em todo o prédio de 8 andares) era o alarme de incêncio porque as luzes do detector de fumo estavam ligadas!!! (merda!)

Liguei o exaustor, abri as janelas e o fumo nunca mais saía e o alarme não parava. Às tantas comecei a ouvir a sirene dos bombeiros na rua e comecei a pensar que já ia ter de dar explicações...

Felizmente tudo ficou resolvido com uma ida à recepção, em que admiti a minha culpa e disse que não havia fogo nenhum, para acalmar a senhora húngara que não percebeu nada do que eu disse em inglês (felizmente um gajo na recepção traduziu).

Aparentemente o detector de fumo é sensível (segundo me constou às vezes dispara com pessoal a fumar nos corredores!!!). Apesar de tudo os nuggets não ficaram maus e não sabiam a limão (Não adoram finais felizes?) e comi-os enquanto via o final da quinta temporada de LOST!

(Não vão acreditar no que acontece ao Hurley =O. SPOILER ALERT, just joking =P)

(Update de 23 de Março): Foi com alguma alegria que, dias depois, após ter contado esta história ao David, ele logo a seguir tratou de fritar os mesmos nuggets (que têm forma de coração esqueci-me de referir esse pormenor importante) e pôs o alarme de incêncio outra vez a tocar!!! Lol

Acho que há algo de errado com estes nuggets (ou com os cozinheiros...)

17 de março de 2010

Em caso de emergência...

A foto que vos trago hoje deu-me a ideia de uma nova rubrica a que decidi chamar: "Fails de Budapeste".

(Acho que é óbvio do que se trata, mas para quem não está familiarizado pode sempre dar uma olhada no já conhecido Fail Blog).

Foi o David que reparou neste "pormenor", mas achei que também devia partilhá-lo com as duas criaturas que lêem o meu blog (arredondado por excesso).

Não sei se terá pernas para a andar, porque depende da capacidade de me proporcionarem fail moments, mas com algumas coisas que já vi aqui, para já parece-me uma ideia ganhadora. Fica a garantia de que vou estar atento para poder continuar a partilhar com vocês, com relativo entusiasmo, estes momentos.






Legenda: Para o caso de não ser perceptível, a foto mostra aqueles desenhos clássicos que explicam como sair do autocarro em caso de emergência (partir o vidro com o martelo), o problema é: Qual martelo???

(Nota: Não havia outros martelos em todo o eléctrico...)

15 de março de 2010

Lembranças de Portugal

Um bom português, sempre que vai ao estrangeiro repara em tudo o que é português que se cruza no seu caminho. Sendo que esse acontecimento gera sempre algum orgulho em nós que vimos desse povo pequeno mas que está por todo o lado.

Assim como não pude deixar de reparar numa garrafa de água com a cara do Figo, seria impossível que dois anúncios da TAP numa das mais movimentadas estações de metro de Budapeste (Astoria) passassem ao lado.






Só ainda não consigo é perceber o que dizem...
Mas sabe sempre bem!

Curtas - O mágico

Tem piada como em Erasmus basta sair à rua para acontecer qualquer coisa digna de registo.
Ontem à noite, vínhamos nós de uma festa a caminho de casa e parámos na paragem de autocarro à espera. Estavam lá mais pessoas, incluindo um grupo com ar de estudantes, a falar inglês.

Um deles dirigiu-se a nós e perguntou se tínhamos moedas, ora o meu reflexo anti-pedinte (graças à minha grande cidade de Lisboa) levou-me imediatamente a responder que não tinha. Ele insistiu dizendo que não ia roubar a moeda, era simplesmente para fazer um truque de magia, ao que os outros assentiram dizendo que ele era um mágico. O David que estava comigo acabou por tirar uma moeda.

Ele com uma grande história (típica do pessoal que faz truques de magia), a ensinar-nos a dizer um dois três em sueco, e tinha de ser em coro. Eu pedi para repetir os números e então ele desistiu de tentar ensinar e fez o truque em inglês. O truque era aquele clássico de fazer a moeda desaparecer na mão, e aparecer a seguir, e de facto conseguiu.

Como recompensa pela sua prestação pediu para ficar com a moeda, que segundo ele ia fazer desaparecer e aparecer na sua casa na Suécia... (de facto não roubou, mas ficou com ela)
Nada de preocupante porque a moeda era de 20 forints (=7,5 cêntimos), nada comparado com perder 40 euros com o truque dos copos e adivinhar onde está a bola (by Ricardo Miragaia in Casino Royal Budapest-Histórias de InterRail)

11 de março de 2010

20 e 21 de Fevereiro - Entry Camp

Esta foi a primeira vez que saí de Budapeste desde que cheguei. Foi também o primeiro fim de semana em que muito do pessoal de erasmus se começou a conhecer melhor. Para isso, nada melhor do que um fim de semana no meio do nada, com 30 pessoas enfiadas dentro de uma casa a passar uma noite, acompanhados sempre de perto pela Pálinka (bebida húngara e companheira fiel), que ajudou todos a ficarem mais desinibidos.

Apanhámos o comboio logo de manhã para aproveitar o dia, ou melhor, os comboios, porque obviamente não há comboio directo para o fim do mundo.

Depois da chegada e da atribuição dos quartos (de 6 a 7 pessoas para ser tudo à molhada), almoçámos uma comida caseirinha e passámos a tarde a fazer drinking-games para memorizarmos os nomes e todos se conhecerem melhor. Aproveitámos também a neve para fazer umas snowfights nos intervalos, porque é para isso que a neve serve.


Viagem a Pécs

No fim de semana passado, tivemos um programa algo diferente. Saímos de Budapeste e fomos até a uma cidade do Sul da Hungria chamada Pécs. É a capital europeia da cultura de 2010, mas à pala disso, está a cidade toda esburacada, para acabarem as obras que deviam ter terminado em Janeiro (nada de estranho para nós portugueses...).

Quando chegámos a Pécs, fomos aos dormitórios onde íamos passar a noite, para nos instalarmos. Aquilo era surreal, se acompanharam o Prison Break, digam-me lá se isto não faz lembrar a prisão da primeira temporada (ainda que numa versão mais colorida).




Foto: Fiquei no quarto do Jack (mas era visivelmente uma pessoa com perturbações do sono...)

O programa para sábado era simples: dar uma volta pela cidade, um jantar com prova de vinhos e depois party!!!

A cidade aparentemente não tinha muito que ver, mas mesmo assim acharam por bem fazer uma visita guiada com aquelas dicas históricas habituais.


A tarde passou-se e entretanto chegou a noite, e com ela um jantar diferente do habitual. Na verdade foi mais uma prova de vinhos acompanhada de entradas, tipo enchidos, queijo, pão e pouco mais. Embora eu não seja grande apreciador de vinho, estava tudo a correr como o previsto em direcção à boa disposição.



Foto: Anabel (Espanha), Sue (Hong Kong), Adelle (Singapura), Chuankai (Sing.), Eu, Kelvin (Sing.), Letizia (Itália), Jo (H.K.)


Foto: Eu, Kelvin e Chuankai


Mas o grupo de espanhóis* ao meu lado não conseguiu não interferir. Começaram por dedicar-se ao lançamento do pão uns contra os outros. Foi aí que um deles deu uma de Matrix, desviou-se do pão, mas não conseguiu evitar uma cotovelada no copo do vinho. Tive o azar de ser eu a estar sentado à frente dele (Nota: Ele ficou impecável).

Agora pergunto-vos, se vos disser que os vinhos foram: 2 Brancos, 3 Tintos e 1 Rosé, conseguem adivinhar qual deles foi?

Óbvio que foi um dos tintos (Que corte broas!). Serviu-me para ter um Dejá vu de um jantar com a Bruna e a Pimenta... mas pelo menos desta vez não estava de branco! Mas pronto, depois de remediar a situação, ainda havia vinhos para provar e deu para recuperar o andamento.

*Os espanhóis são realmente peculiares, eles vêm para erasmus e dedicam-se a conhecer outros espanhóis com quem possam estar. Assim que conheçam todos os espanhóis em erasmus, devem considerar que atingiram o seu objectivo de erasmus. Tudo bem que encontrar um espanhol que saiba dizer uma frase noutra língua que não a deles, não é fácil, mas ainda assim é ridículo ver que não fazem grande esforço para conviver com outras pessoas... (ainda que existam algumas excepções)

Depois do jantar houve a festa num Bar/discoteca que tinha a coisa boa de não se pagar nem entrada nem bengaleiro (Inovação!), no entanto não possuía qualquer mesa de matrecos, ao contrário de quase todos os sítios em Budapeste. De salientar que algumas partes do Bar pareciam mais uma pizzaria, com toalhas de mesa aos quadrados vermelhos e brancos (ou tipo piquenique). Mas o pessoal já tava um bocado sem pedalada, portanto voltámos para casa relativamente cedo.

Foto: Mari (Finlândia), Stephane (França), Kelvin (Singapura), Eu

O dia a seguir foi só ridículo, tivemos de acordar às oito, deixar o dormitório às nove, e num dia a seguir àqueles vinhos todos, mais os vodkas e mojitos da festa, mais as 4 horas que dormi, resolveram enfiar-nos em museus de pintura e arte chinesa... Quem é que se lembra destas coisas? Eu estava com pessoal chinês e a maioria das "obras de arte" nem sequer eram típicas da China. O melhor do dia foi uma pizza gigante que comemos quase ao pé da fronteira com a Croácia. 4 horas de viagem depois estávamos de regresso a "casa".



Foto: Teatro nacional (esquerda) e Museu Ludwig (direita) à chegada

Entretanto as temperaturas negativas estão de volta e está a nevar em Budapeste!

PS: Estou com desejos de bifes da Portugália!

9 de março de 2010

14 de Fevereiro - Ano Novo Chinês

Feliz ano do Tigre!

2010 tornou-se no primeiro ano em que celebrei a chegada do Ano Novo... a 14 de Fevereiro. Isto porque o dia dos namorados (para nós) foi, este ano (não é sempre na mesma data), o primeiro dia do Ano Chinês!

E enquanto que também para nós o primeiro dia do ano normalmente é dia de ressaca e de recuperar forças, esse é o dia em que os chineses celebram a chegada do novo ano e não propriamente a passagem de um dia para o outro.

Muitos de vocês já devem saber que cada ano no calendário chinês está associado a um animal e enquanto deixámos para trás o ano do Boi, 2010 é o ano do Tigre. São 12 animais no total que correspondem aos animais que responderam ao chamamento de Buda para uma reunião e que por isso foram transformados em signos (momento wikipedia, para ver se aprendem alguma coisa).

O jantar foi organizado por todo o pessoal asiático que conheço de Erasmus até agora:



Foto: A organização- Chuankai (Singapura), Jo (Hong Kong), Adelle (Sing.), Sue (H.K.) e Kelvin (Sing.)


E juntou no apartamento de um deles mais de 30 pessoas, entre alunos de Erasmus e mentores húngaros.

Tradições no dia de ano novo chinês (só por curiosidade):
-Não usar roupa preta;
-Levar tangerinas ao anfitrião (dizem que dá sorte);
-Não usar calão por um dia (esta parte acho que nem toda a gente conseguiu cumprir...);

Pudemos então provar vários pratos típicos lá do fim do mundo e outros que os convidados trouxeram, sendo que tiveram a ideia de pôr toda a gente a comer com pauzinhos (-.-), coisa com a qual eu nunca atinei.



Conclusão: comeram-se os pratos todos menos um ensopado qualquer que lá estava (estavam à espera do quê com os pauzinhos???).


Foto: Sue (Hong Kong), Eu, Lucie (R.Checa);

Foto: Eu, Lucie, Adelle (Singapura), David (FCUL)


Algumas pessoas passaram fome, outras desistiram e tentaram uma abordagem diferente: talheres de plástico! Para mim a boa notícia foi que pela primeira vez consegui realmente alimentar-me com pauzinhos!

A noite acabou relativamente cedo (a comida também) e depois ainda resolvemos ir a um pub chamado Szoda, para o pessoal se conhecer melhor, com umas jolas em cima da mesa.


Foto: Eu, Lucie, David, Jonas (Alemanha), Noémie (França), Letizia (Itália), Anabel (Espanha), András (Hungria)

6 de março de 2010

12 de Fevereiro - Festa no School Club

Esse foi o dia da minha primeira festa de Erasmus, numa discoteca chamada School Club. Inicialmente não parecia haver nada de novo no formato da festa, mas houve alguns pormenores que imediatamente me deixaram a fazer comparações com Portugal.


Para começar a discoteca era dentro da Faculdade de Economia, e não era algo improvisado para a festa, era claramente um discoteca como muitas outras em Lisboa. Para mim isto é inovador, talvez alguém me contradiga.



Depois a acrescentar, mais uma novidade, os bengaleiros geralmente são obrigatórios em budapeste. E obviamente com o frio que estava (2 graus negativos praí) todo e qualquer indivíduo que se deslocasse até à festa levava um agasalho incluído no seu outfit.

Ou seja, se alguém quiser entrar e dançar com o casaco apertado até ao pescoço (com opção de capuz), até que fique a suar que nem um cavalo, não tem liberdade para isso. Nota: Não é por serem obrigatórios que são à borla.


Foto: Um gajo que decidiu passar, David Guapo (FCUL), Letizia (Itália), João Rocha (o primeiro português que conhecemos e que está sempre em TODAS as festas/bares onde a gente vá)


A casa de banho dos homens tinha dois pormenores relevantes, a primeira era um senhora responsável pela limpeza da mesma (coisa que a vi fazer durante a festa) sentada numa cadeira DENTRO da casa de banho. Fascinante era ver a cara dela quando via mais um bêbado qualquer a entrar para lhe sujar o estaminé.

Para terminar, o final da noite reservou-me a maior surpresa. Também na casa de banho, qual não foi o meu espanto quando ao me dirigir ao urinol para fazer uma das coisas que mais ninguém pode fazer por mim, me deparei com esta imagem na parede (só reparei da segunda vez que lá fui).



Não foi das alturas mais sóbrias da minha vida, portanto acho que dá para adivinhar a minha reacção: Pensei em mandar-me ao chão para poder rir mais à vontade. No entanto, consegui manter a compostura e em vez disso limitei-me a fotografar, para que não duvidassem da minha palavra.

Tive dificuldade em decifrar o conteúdo da mensagem, com tradutor e junto das pessoas que falam húngaro. O melhor que consegui continuava estranho, mas depois de pensar fez-se luz e acho que era este o significado:

"Meus queridos!
Eu tenho de limpar. Vocês façam o que têm a fazer, não se importem.
Enquanto não vir uma coisa assim não olho para lá."

(Acho genial a senhora justificar a sua presença desta forma. Depois não digam que os húngaros não têm sentido de humor)

5 de março de 2010

A água do nosso Luís

Vou iniciar agora uma rubrica (sempre quis ter uma) chamada "Se não tivesse visto, não acreditava" na qual pretendo mostrar-vos alguns das coisas insólitas que (também) existem por estas paragens.
Jogadores de futebol em publicidade não é nada de novo. Marcas de água associadas ao futebol também não.

O que nunca esperei foi ver jogadores portugueses a darem a cara por marcas de água de outros países. Coisa que acontece na Hungria e que é inevitável passar despercebido a qualquer português que se preze.

A Prova disso é esta foto de uma garrafa de litro e meio da marca de água húngara que dá pelo nome de Szentkirályi, sendo que a pessoa que figura no rótulo dispensa apresentações:



Levantam-se as questões:
1. Porque não dar a cara por uma marca portuguesa?
2. Qual é a relação entre o Figo e a água? Se bebermos esta água ficamos como o Figo? O Figo bebia esta água para os jogos? Esta água é extraída do Figo?
3. Porque não fizeram ainda o upgrade para o Cristiano Ronaldo?

Fica o aviso de num futuro próximo podermos deparar-nos com um David Beckham numa água do Luso, ou mesmo um Zidane numa água Vitalis.

6 de Fevereiro - Chegada

Newsletter a contar os pormenores da chegada (com algumas alterações e fotos):
À minha chegada ao aeroporto de Budapeste fui recebido pela minha mentora húngara (que era suposto ajudar-me por estas paragens) o que se verificou bastante útil como se vai perceber seguidamente.
A minha chegada foi assim meio atribulada, cheguei dia 6 de Fevereiro à tarde e fui imediatamente deixar as malas ao local onde iria ficar instalado. Chamava-se Hotel Góliát, e se inicialmente parecia uma ideia agradável, um Hotel com preços acessíveis, desenganem-se. De Hotel tinha só o nome, de estrelas tinha só uma e de qualidade não tinha muita.




Mal cheguei, fui informado de que não havia quarto para mim, estavam todos ocupados... (WTF?) Situação que ficou resolvida passado um tempo, graças à minha mentora, que conseguiu explicar como deve ser tudo o que eu tentava dizer em inglês. O meu quarto era suposto ser partilhado com outra pessoa, e então lá me deram a chave de um quarto (único disponível supostamente).

O quarto tinha 4 camas (pormenor: todas usadas), 2 armários, um pequeno frigorífico uma secretária e um lavatório. Onde estava a casa de banho? Era comum a todos, ao fundo do corredor. Onde estava a cozinha? Era comum a todos na outra ponta do corredor (e era composta por um frigorífico, um forno da idade da pedra e uns lava-loiças). Sobre a secretária encontrava-se um papel que dizia qualquer coisa tipo "Hello, thank you for your help, I found another place, bye Gianni" (Olha este já se safou desta trampa, pensei eu). Voltei à recepção para perceber o que se passava, mas o meu quarto acabou por ficar mesmo aquele. Primeiro estranha-se e depois entranha-se, a começar pelo cheiro que já estava entranhado nas paredes.










"Funny" details: Os chuveiros não tinham portas, apenas uma porta para a divisão dos chuveiros; A luz da casa de banho só permanecia ligada durante dez minutos (incompatível com pessoas que gostam de ler na casa de banho)

Quando o meu roomate chegou deu-se uma situação engraçada que foi eu explicar-lhe quem era, isto porque quando ele saiu de manhã estava a dividir um quarto com um gajo (Gianni) e à noite já estava a dividir o quarto comigo, isto tudo sem ele saber de nada. Basicamente tive imenso tempo no quarto dele sem ele saber que eu existia sequer.

Descrição do roomate: Checo de nome Jakub (inclusivamente bordado na sua toalha de banho), com aproximadamente dois metros de altura por dois metros de largura, ou seja dois metros de lado vá. E as fotos que tinha no facebook inspiravam toda a confianca...


 



Nos primeiros tempos estava um frio do cacete, alguns graus negativos. Como diria alguém que eu conheço, estava "frescoda-se", conclusão: ao fim de uma semana já estava constipado. Mas agora a neve já bazou e já aguento (à homem) estes 10 graus positivos (que entretanto já desceram para 6 outra vez).


Para chegar à faculdade demorava nada mais nada menos do que uma hora, com vários transportes diferentes e ao início foi uma aventura andar naqueles elétricos da 2a guerra mundial. E o metro aqui também é uma coisa engraçada porque têm sempre picas à entrada para se mostrar o bilhete, chegam a ter 4 funcionários numa entrada a fingir que trabalham, porque mtas vezes nem olham para os bilhetes.

É uma coisa que acontece muito aqui na hungria, pessoas a fingir que trabalham...






Chegada


Já tou cá quase há um mês e entretanto muita coisa ficou por contar, por isso vou aproveitar para relembrar alguns dos acontecimentos que aconteceram no passado mês de Fevereiro, paralelamente às histórias do presente momento, por isso vou lixar a cronologia dos acontecimentos, desenrasquem-se!







Não estava nada fresquinho quando cheguei

Inauguração do Blog

A Lia desafiou-me a fazer o blog para vocês poderem acompanhar melhor o meu erasmus sem ser através de longos mails cheios de texto. Como tal eu fiz-lhe a vontade, porque eu não consigo dizer que não à Lia. Vamos ver quanto tempo aguento antes de me fartar.

Já que esta é a primeira mensagem do blog, gostaria de estipular algumas regras:

1.É permitido o uso de palavrões nos comentários (só para o zaca poder participar se assim entender);

2.Se acharem que o blog está uma porcaria estão proibidos de o dizer porque eu não estou a fazer isto para mim;

3.Quem me vier visitar poderá ter direito a pôr coisas fixes no blog (e não digam que é mau porque eu próprio já participei em jogos/concursos em que no fim ganhei um porta-chaves)