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7 de julho de 2010

Casino Royal Budapeste

Uma certa pessoa contou-me uma história pessoal de quando passou em Budapeste de interrail. Segundo me transmitiu, a cidade era fixe, as moças eram fixes, acontece que uma das memórias mais importantes que tem dessa cidade é de como foi ludibriado por um simpático e brincalhão gordo húngaro.

O que sucedeu foi que este gordo, vamos chamar-lhe senhor, gostava de brincar com caixas e uma bola, trocar a bola de caixa para caixa relativamente rápido, e pôr turistas a apostar dinheiro para adivinharem onde estava à bola. O slogan era: "Come, come to play on the casino royal budapest", dizia o gordo (o senhor). O que os turistas não sabem (ou são burros e não percebem) é que os outros gajos que lá estão a apostar com notas de 50 ou 100 euros de cada vez, estão todos feitos com o gordo (o senhor).

Aquando da minha chegada a Budapeste foi-me dito: "Vê lá se encontras o gordo e recuperas o meu dinheiro". Isto porque este amigo e o grupo de interrail incitados pelo vibrante ambiente em volta do senhor (o gordo), viram onde estava à bola e decidiram apostar 40 euros em conjunto, e "supostamente" ele trocou a bola de caixa e eles ficaram a arder com o dinheiro.

Acontece que eu passei cinco meses em erasmus e não havia sinal do tal senhor (o gordo) e as minhas esperanças foram por terra... MAS dois dias antes de me vir embora, lá estava ele (acho que era o mesmo porque não ouvi o slogan...) e noutro ponto da cidade decorria a mesma prática com outro senhor (outro gordo). Não recuperei o dinheiro mas tirei fotos!!!


Foto: Este será então o gordo original (o do Casino royal)



Foto: Este será o gordo nº2, mas acho o pormenor da nota de 50 euros na foto qualquer coisa de especial. Depois de tirar esta foto veio um dos gajos que lá estavam ao lado (a vigiar se vinha a polícia provavelmente) dizer-me que não podia tirar fotos... Tarde demais!!!

PS: Se por acaso algum facto não corresponder totalmente à verdade, por favor corrige-me MIRAGAIA! (era o gordo certo?)

4 de maio de 2010

Métodos laboratoriais (alternativos)

Depois dos vários hábitos/manias excêntricos dos professores húngaros, que têm sido o ponto alto das minhas aulas, cada vez que vou à faculdade e estou dentro de um laboratório algo de inesperado acontece!

Desta vez foram alguns métodos de trabalho novos para mim.

Para começar, neste país onde muita gente usa a bicicleta no seu dia a dia, seria de esperar que deixassem as bicicletas fora do edifício da faculdade. Mas não, em budapeste leva-se a bicicleta para o laboratório. Falta de cadeado? ...

Noutra ocasião observei que, em repetidos momentos, um dos estudantes de doutoramento num dos grupos de investigação gosta muito de trabalhar de bata, o que não teria nada de estranho, não fosse ele estar sempre de tronco nu por baixo da bata...

Mas a cena mais vistosa foi mesmo um professor a esterilizar uma bancada do laboratório para iniciarmos uma experiência. Claro que para evitar contaminações, convém sempre passar álcool pela bancada, mas não é suficiente. Uma esterilização bem-feita é com álcool mas é necessário que depois se pegue fogo à mesa, é assim que se fazem as coisas!

Adoro esta faculdade...

3 de maio de 2010

Matraquilhos...

Nesta terra não há como não jogar matraquilhos, encontram-se variedades para todos os gostos:

1) Mini matraquilhos:





2) Guarda-redes que não fazem roletas:



3) Matraquilhos com três guarda-redes:




Quando voltar para Portugal, provavelmente já não saberei jogar os matrecos convencionais...

30 de abril de 2010

A Tommy Hilfiger já deu o que tinha a dar!

Desde sempre que ouço falar de marcas de sucesso (pelo menos no mercado português) e que têm já um longo percurso na história da moda nacional, em paralelo com a Dona Fátima Lopes. Falo por exemplo de casos como a Naike, Adoidas, Pluma ou Lagoste.

Acontece que este (sub-)mundo está sempre a inovar e não pára de surpreender. Isto porque ontem me deparei com esta preciosidade...




TOMMY'S HAMBURGUER? Aposto que ainda ninguém se tinha lembrado desta, mas neste caso não se trata de venda de roupa e sim, como o nome e a foto indicam, de hambúrgueres e outros consumíveis...




Desconfio um bocado da legalidade disto até porque usam o símbolo igualzinho ao original, suponho que o senhor Tommy Hilfiger não deve estar a par disto mas também não quero ser eu a arruinar-lhes o negócio. Só acho mal é porque podem levar ao engano uma pessoa mais distraída (ou mais míope).

Ex: "Olhe, eu no outro dia vi um pólo às riscas azuis e encarnadas muito giro no shopping mas só tinham tamanhos grandes, e disseram-me para tentar outras lojas, pode ver se tem o M se faz favor?"
"O M? Mas quer o menu médio ou só o hamburguer?"

PS: Eu não cheguei a entrar mas será que se pedirmos o menu nos oferecem um par de calças ou um pólo de manga curta? Fica a sugestão...

8 de abril de 2010

Há professores e professores!

Se deram convosco a pensar que os professores da vossa faculdade são estranhos de alguma forma, desenganem-se.

Desde que comecei o meu erasmus em Budapeste, deparei-me com uma série deles que estão na vanguarda das "novas" tendências.

É uma autêntica colecção, há excentricidades para todos os gostos:

Para começar, um dos professores tem um dente de ouro (acho que nunca tinha visto nenhum ao vivo)
Outro, sempre que chega ao laboratório descalça os sapatos e calça umas sandálias/chinelos para trabalhar mais confortável (coisa que também acontece com outros alunos de doutoramento que lá trabalham).

O último (e ainda melhor), partilha do gosto pelas sandálias, mas neste caso ninguém entra no laboratório dele com sapatos, por isso também eu tive de usar sandálias com meias (sempre fashion). No seu laboratório, ouve-se blues a um volume considerável durante todas as horas que lá se estiver dentro. E o último pormenor é simplesmente delicioso: sempre que sai do laboratório desloca-se numa trotinete pelos corredores da faculdade!

Se considerarmos que ele aparenta ter mais de 60 anos acho que tem o seu valor.

Não ousei tentar tirar fotos a nenhum destes pormenores porque todos eles foram porreiros para mim e super prestáveis, porque seria estranho (dente de ouro...) e porque são eles que me vão dar as notas no fim do semestre, logo não quis arriscar.

PS: Aguardo com expectativa as cadeiras com novos professores!

6 de março de 2010

12 de Fevereiro - Festa no School Club

Esse foi o dia da minha primeira festa de Erasmus, numa discoteca chamada School Club. Inicialmente não parecia haver nada de novo no formato da festa, mas houve alguns pormenores que imediatamente me deixaram a fazer comparações com Portugal.


Para começar a discoteca era dentro da Faculdade de Economia, e não era algo improvisado para a festa, era claramente um discoteca como muitas outras em Lisboa. Para mim isto é inovador, talvez alguém me contradiga.



Depois a acrescentar, mais uma novidade, os bengaleiros geralmente são obrigatórios em budapeste. E obviamente com o frio que estava (2 graus negativos praí) todo e qualquer indivíduo que se deslocasse até à festa levava um agasalho incluído no seu outfit.

Ou seja, se alguém quiser entrar e dançar com o casaco apertado até ao pescoço (com opção de capuz), até que fique a suar que nem um cavalo, não tem liberdade para isso. Nota: Não é por serem obrigatórios que são à borla.


Foto: Um gajo que decidiu passar, David Guapo (FCUL), Letizia (Itália), João Rocha (o primeiro português que conhecemos e que está sempre em TODAS as festas/bares onde a gente vá)


A casa de banho dos homens tinha dois pormenores relevantes, a primeira era um senhora responsável pela limpeza da mesma (coisa que a vi fazer durante a festa) sentada numa cadeira DENTRO da casa de banho. Fascinante era ver a cara dela quando via mais um bêbado qualquer a entrar para lhe sujar o estaminé.

Para terminar, o final da noite reservou-me a maior surpresa. Também na casa de banho, qual não foi o meu espanto quando ao me dirigir ao urinol para fazer uma das coisas que mais ninguém pode fazer por mim, me deparei com esta imagem na parede (só reparei da segunda vez que lá fui).



Não foi das alturas mais sóbrias da minha vida, portanto acho que dá para adivinhar a minha reacção: Pensei em mandar-me ao chão para poder rir mais à vontade. No entanto, consegui manter a compostura e em vez disso limitei-me a fotografar, para que não duvidassem da minha palavra.

Tive dificuldade em decifrar o conteúdo da mensagem, com tradutor e junto das pessoas que falam húngaro. O melhor que consegui continuava estranho, mas depois de pensar fez-se luz e acho que era este o significado:

"Meus queridos!
Eu tenho de limpar. Vocês façam o que têm a fazer, não se importem.
Enquanto não vir uma coisa assim não olho para lá."

(Acho genial a senhora justificar a sua presença desta forma. Depois não digam que os húngaros não têm sentido de humor)

5 de março de 2010

A água do nosso Luís

Vou iniciar agora uma rubrica (sempre quis ter uma) chamada "Se não tivesse visto, não acreditava" na qual pretendo mostrar-vos alguns das coisas insólitas que (também) existem por estas paragens.
Jogadores de futebol em publicidade não é nada de novo. Marcas de água associadas ao futebol também não.

O que nunca esperei foi ver jogadores portugueses a darem a cara por marcas de água de outros países. Coisa que acontece na Hungria e que é inevitável passar despercebido a qualquer português que se preze.

A Prova disso é esta foto de uma garrafa de litro e meio da marca de água húngara que dá pelo nome de Szentkirályi, sendo que a pessoa que figura no rótulo dispensa apresentações:



Levantam-se as questões:
1. Porque não dar a cara por uma marca portuguesa?
2. Qual é a relação entre o Figo e a água? Se bebermos esta água ficamos como o Figo? O Figo bebia esta água para os jogos? Esta água é extraída do Figo?
3. Porque não fizeram ainda o upgrade para o Cristiano Ronaldo?

Fica o aviso de num futuro próximo podermos deparar-nos com um David Beckham numa água do Luso, ou mesmo um Zidane numa água Vitalis.